Osório chegou a sua casa nervoso, irritado. O dia havia sido penoso e nada dera certo. Logo cedo seu chefe o convocara para cobrar todos os problemas não resolvidos chamando-o à ordem. Um cheque que havia recebido de um amigo e depositara no banco não tinha fundos e ele precisava daquele dinheiro para o aluguel da casa. Arrependia-se amargamente de haver emprestado a ele esse dinheiro. Por que não sabia dizer não? Sabia que o dinheiro estava reservado para o pagamento do aluguel. Ele prometera devolver no dia certo, mas o cheque voltara. E agora, o que fazer? Apesar de estar sem fome, na hora do almoço foi ao restaurante costumeiro e forçou-se a comer. A comida não caiu bem. Estaria estragada? De volta ao escritório, tomou um sal de frutas, mas mesmo assim aquela sensação de peso no estômago, aquele enjoo, não passou. A tarde foi penosa e custou a passar. Sentiuse indisposto, sonolento, sem ânimo. Finalmente o expediente terminou. Mas o trânsito estava particularmente ruim naquela tarde. Levou mais de uma hora para conseguir chegar. A cabeça doía, o corpo pesava. Não sentia vontade de falar com ninguém. Queria ficar quieto em um canto. Mas Lina não pensava assim. Havia ficado o dia inteiro às voltas com as crianças, principalmente o Júnior. O menino tinha um fôlego incrível. Não parava um instante. Ela precisava fazer o serviço de olho nele o dia inteiro. Subia nas cadeiras, pendurava-se nas janelas, abria a cristaleira, vasculhava as gavetas, abria as torneiras do banheiro, bebia a água do cachorro. Só descansava quando ele estava dormindo. Ele estava com dois anos e ela sabia que teria pela frente pelo menos uns três anos até que pudesse ter paz.
Além disso, a pia da cozinha estava entupida de novo e ela precisara tirar água com uma caneca e jogar no vaso sanitário. Foi difícil segurar o Júnior no colo enquanto explicava ao filho do proprietário que o marido ainda não trouxera o dinheiro do aluguel e ele teria de voltar outro dia. O menino, acostumado a aproveitar para mexer em tudo enquanto a mãe estava ocupada na porta, esperneava no colo tentando escapar e Lina, tentando contê-lo sem deixar de dar atenção ao cobrador, suava por todos os poros. Finalmente o rapaz se foi e ela, irritada, deu algumas palmadas no moleque, que abriu o berreiro. Enquanto isso, Nelsinho entrou reclamando que não podia fazer a lição porque o barulho era infernal. O Júnior gritava mais do que o rádio da cozinha, já ligado propositadamente em alto som, para ser ouvido onde quer que Lina estivesse. Assim que Osório entrou em casa, ela foi logo avisando: — Ainda bem que chegou. Não aguento mais o Júnior. Hoje ele exagerou. Vê se fica um pouco com ele para que eu possa terminar o jantar. Mal-humorado, ele respondeu: — Ainda não está pronto? Sabe que horas são? Já passa das oito. Estou cansado e quero descansar. — O que queria que eu fizesse? Por que ainda não mandou consertar a pia? Você fica fora o dia inteiro e não imagina o que estou passando. Não aguento mais! E o dinheiro do aluguel? O filho do seu Vicente já veio cobrar. Fiquei com a cara no chão por não poder pagar. Ele vai voltar amanhã. Você tem que deixar o dinheiro, não pode esquecer. Ele tentou segurar a raiva e não respondeu. Se falasse seria para brigar. Ele estava cansado, não queria discutir. Desejava só um pouco de paz. — Vai olhar o Júnior ou não? Não viu que ele está destruindo a agenda do telefone? Osório, irritado, arrancou a agenda da mão do garoto, ameaçando-o. — Pare de mexer em tudo! Se puser a mão em mais alguma coisa, vai apanhar! O menino choramingou e foi atrás da mãe na cozinha.
— Osório, tire-o daqui. Está agarrado em minha saia e eu estou fritando os bifes. É perigoso. Osório entrou na cozinha fuzilando o menino com os olhos. O garoto começou a chorar agarrando mais a saia da mãe: — Papai ruim! Tem medo. Não qué… Lina fulminou-o com o olhar: — Viu o que fez com o menino? Ele é pequeno, não sabe ainda se comportar. Você fica fora o dia inteiro e, ao invés de dar carinho a seu filho, só sabe maltratá-lo. Nem parece pai, parece padrasto! Essa foi a gota d’água. Osório não se conteve mais. O sangue subiu, seus olhos pareciam querer saltar das órbitas e ele gritou: — Cala a boca, mulher! Não aguento mais você. Estou farto! Chega. Para mim não precisa fazer porcaria de jantar. Pode jogar tudo no lixo. Que raio de mulher que não tem competência para cuidar dos filhos! Estou cansado, trabalhei o dia todo e, quando chego em casa, tenho de aturar suas reclamações? Chega! Vou sair e não sei se volto. Sem esperar pela resposta, ele deu meia-volta e saiu batendo a porta da sala com força. Assustada, Lina desligou o fogo e pegou o filho no colo. As lágrimas corriam pelo seu rosto e ela sentia-se injustiçada. Esforçava-se para cuidar de tudo com capricho. As camisas do Osório estavam impecáveis na gaveta. Só porque atrasara um pouco o jantar, ele fizera todo aquele barulho. Ela não se conformava. Foi até a sala e, com o coração apertado, viu que ele havia saído. Não gostava que ele saísse sozinho à noite. Homem na rua, de noite, boa coisa não ia fazer! O lugar dele era em casa, ao lado da família. Ela também não saía sem ele.
Osório havia dito que não sabia se ia voltar. Estaria dizendo a verdade? Pensava mesmo em abandoná-la? O que ela iria fazer com três crianças? Quando se casou, deixara o emprego porque ele não queria que ela trabalhasse fora. — Mulher é para cuidar da casa e dos filhos quando tiver. Eu ganho o suficiente para manter a família!
Por que concordara com isso? Por que se casara para passar a vida trabalhando sem que seu esforço fosse reconhecido? E se ele não voltasse mesmo? O que seria dela e das crianças? Como sustentá-las? Cristina apareceu dizendo: — Mãe, tô com fome. A janta não tá pronta? Lina engoliu a revolta, as lágrimas, tentou dar um tom normal à voz e respondeu: — Chame seu irmão que vou fazer os pratos. Quando eles desceram, ela já havia colocado a comida no prato para os dois na mesa da cozinha enquanto cuidava do Júnior para que comesse. Ele não queria que ela lhe desse a comida, mas brincava com a colher, derrubando metade no chão, sem se importar com o que ela dizia. — O pai não vai jantar? — indagou Nelsinho. — Ele saiu brabo! — comentou Cristina. — Comam quietos e vão dormir. Estou cansada e quero acabar logo com a cozinha. — Você não vai comer? — perguntou Cristina. — Depois. Comam vocês. As crianças acabaram e foram se deitar. Ela levou o Júnior, vestiu o pijama e colocou-o para dormir. Ficou ao lado da cama até que ele pegasse no sono. Depois desceu, guardou a comida. Não estava com fome. Enquanto lavava a louça dentro da bacia, por causa da pia entupida, pensava em sua vida com amargura. Casara por amor. Nos tempos de namoro, Osório era gentil, educado, alegre, sorridente. Por que havia mudado tanto? Não era mais o mesmo. Vivia nervoso, sem paciência com as crianças. Ao entrar em casa, estava sempre com a cara amarrada. Como havia se enganado a respeito dele! As lágrimas desciam pelas faces e ela continuava pensando na sua infelicidade.
Quando terminou, lavou-se, vestiu a camisola e foi para o quarto. Passava das onze e Osório ainda não havia chegado. De coração apertado, ela não conseguia dormir. Aonde teria ido? Voltaria para casa? Angustiada, virava-se na cama. E se ele tivesse outra mulher? O marido da Aurora, depois que arrumou amante, ficou exigente, rabugento, reclamava de tudo. Ela podia fazer o que fosse que ele nunca ficava satisfeito. Claro, estava gostando da outra! E se Osório tivesse outra? Levantou-se, acendeu a luz e olhou-se no espelho. Estava magra, fisionomia cansada. Também, com tanta desilusão, como conservar a disposição? Apagou a luz e deitou-se de novo. “Se quer ser feliz, comece a pensar no bem.” Passava das duas quando Osório finalmente chegou. Pelo cheiro, ela notou que ele havia bebido. Tropeçou nos pés da cama e foi ao banheiro. Ele não era dado à bebida. E se ele começasse a beber? Talvez estivesse andando em más companhias! Algum amigo chegado a bares. Ela tinha horror a homem que ficava bebericando nos bares até altas horas. E se Osório acabasse se transformando em um deles? Suspirou fundo. Por que se casara com ele, por quê? Poderia estar solteira, livre de preocupações, sem crianças para cuidar, dormindo até tarde, fazendo o que lhe desse vontade. Infelizmente era tarde. Não poderia voltar atrás. Teria que suportar sua cruz até o fim. Olhando Osório que, deitado ao seu lado, roncava alto profundamente adormecido, ela se virou para o lado tentando ignorar o cheiro de bebida que a enjoava e procurou dormir. Na manhã seguinte, ele se levantou e não disse nada. Saiu sem tomar café. Ela, que já estava na cozinha dando café ao Júnior, ouviu quando ele saiu, batendo a porta sem se despedir. Era demais. Ele a tratava como se ela fosse a pior das mulheres.
A campainha da porta soou, ela foi abrir. — Lina, estou precisando do número de telefone do tintureiro. Você tem? — Tenho. Entre. Foi até a agenda, escreveu o número em um papel e entregou-o à vizinha. — Obrigada. Aconteceu alguma coisa? Você está com uma cara! Lina respirou fundo e respondeu: — Tem hora que dá vontade de sumir. — Não diga isso. Você tem três filhos para criar! — Tenho. E por causa disso tenho de suportar esse lixo de vida. Estou cansada de ser desvalorizada. Se eu pudesse voltar a ser solteira, nunca me casaria. — Não deve ser tão amarga. Afinal, você tem uma família linda. — Um marido mal-humorado e insatisfeito. Sabe o que ele fez ontem? Ela contou tudo à outra que no final comentou: — O Osório sempre foi um ótimo marido. Minha filha sempre diz para o meu genro que gostaria que ele fosse como seu marido. — Ela diz isso porque não sabe como ele é dentro de casa. Com os outros ele continua sendo amável, delicado, atencioso. Mas em casa, comigo, está muito diferente. A outra ficou pensativa durante alguns segundos e depois acrescentou: — Conheço o Osório desde menino. Ele sempre foi cordato, educado, encantador. Se ele mudou, aí tem coisa! — Que coisa? Alguma amante? — Não. Ele não é dado a essas coisas. Vocês formam um casal bonito e feliz. Sabe como é a maldade de certas pessoas, a inveja… Ele pode estar sendo vítima de alguma macumba. — Você acha? — Que outra coisa poderia ser? O que me contou é típico de um caso de perturbação espiritual. — Como assim? — Ou fizeram algum trabalho contra ele, ou jogaram energias negativas e algum espírito perturbador está dominando ele. O que me contou não condiz com a personalidade do Osório. Ele sempre foi calmo, educado, alegre. Só pode ser isso. — Será? — Só pode ser. Você também anda nervosa, inquieta, seus filhos endiabrados, ele entra em casa nervoso. É isso. Você precisa tirar essas energias de sua casa. — Como se faz isso? — Eu conheço um centro espírita e hoje à tarde está funcionando. Podemos ir até lá. — As crianças estão na escola à tarde, mas e o Júnior? — A Ana toma conta dele. Pode deixar que ela sabe como fazer isso. Lina pensou um pouco e decidiu: — É. Vamos, sim. Pensando bem, você tem razão. O Osório mudou muito mesmo. Na sala simples e modesta, sentada ao lado da amiga, Lina esperava o momento de ser atendida. Seu coração batia forte quando foi convidada a passar para a outra sala onde a médium incorporada pelo seu guia espiritual ia atendê-la. Lina entrou e sentou-se na cadeira que lhe foi indicada em frente a uma senhora de meia-idade, que a esperava de olhos fechados. Quando se viu a sós com ela, a médium falou: — Em que posso ajudá-la, minha filha? O tom bondoso fez Lina sentir-se à vontade para desabafar. Contou tudo. Falou da sua desilusão com o casamento, com a vida, com o marido e até do cansaço de cuidar dos filhos. E finalizou: — Meu marido não era assim. Eu também não. Estamos sendo vítimas de alguma entidade perversa? A médium, que ouvira tudo sem interromper, respondeu: — Vocês estão sendo vítimas do mal. — Eu sabia! E quem está fazendo isso conosco? — Vocês. — Perdão. Não entendi. Como assim? — Desde que entrou aqui, você só ficou do lado do mal. Não pronunciou uma palavra boa. Agindo assim, o que esperava? — Mas minha vida está ruim, as coisas vão mal, meu marido não me compreende. Como poderia dizer que está tudo bem? — Vamos ver. Você se casou por amor. Ama seu marido ainda? — Claro. — Você já entrou em uma enfermaria infantil? Lá, as crianças estão todas bem comportadas. Gostaria que seus filhos fossem assim? — Deus me livre! — Nesse caso, por que prefere pensar que seus filhos são difíceis de aturar? Eles não são amorosos? — Muito.
— Você os quer muito bem? — Eles são toda minha riqueza. — Nesse caso, sua vida não está tão ruim como você afirma. — É… olhando por esse lado… — O problema seu é só esse. O lado que você olha. Lina tentou justificar-se: — É que às vezes as coisas ficam de um jeito que não dá para ter paciência. Sabe como é, pequenas coisas que irritam. — Como uma pia entupida. Lina empalideceu. Como ela sabia disso? A senhora prosseguiu: — Não seria mais fácil resolver isso procurando alguém que a consertasse sem incomodar seu marido? Assim, não estaria mais se irritando com o problema. — É que eu tenho as crianças… — O que é que tem? Isso não a impede de sair para resolver as questões que a estão incomodando. Não deu jeito de vir aqui hoje? É melhor do que jogar sua raiva e seus problemas sobre seu marido. — É. Tem razão. Quer dizer que não tem nenhum espírito desencarnado nos incomodando? — Talvez tenha. Mas essa não é a causa do que está lhe acontecendo. Quem cultiva o mal atrai o mal. Essa é uma lei universal. — Mas eu não cultivo o mal! Sou boa esposa, cumpro meus deveres. Não faço mal a ninguém. — Em suas ações. Mas em seu coração acredita no mal. Seu pensamento vai sempre para o ruim. Para o negativo. Onde colocou o bem? Como quer atrair paz, alegria, felicidade, com atitudes erradas? Quem planta o mal colhe o mal. Quem pensa no mal, reclama, julga-se vítima, injustiçada, está reforçando o mal, ligando-se a ele, indo contra seu bem-estar e as coisas boas da vida. Creia, minha filha, a crença no mal é causa de todos os sofrimentos que afligem a humanidade. Se quer ser feliz, comece a pensar no bem. Sempre que tiver um pensamento ruim, não lhe dê força. Procure lembrar-se de alguma coisa boa. É você quem escolhe o tipo de vida que terá. São suas atitudes que atraem os fatos em sua vida. Converse com seu marido. Conte a ele minhas palavras. Façam um propósito de não dar importância ao mal. Marquem um encontro com o bem, acendam a luz do coração e deixem de pensar no mal. Tenho certeza de que assim todos os seus problemas estarão resolvidos. — Basta isso? — Sim. Agora você vai pensar na sua bondade. Em tudo de bom que deseja para sua família. Imagine que uma luz está acesa dentro do seu peito. Pense em seu marido e envolva-o com essa luz, abrace-o com carinho e diga-lhe o quanto o ama. Lina obedeceu sentindo que seu peito se abria e um calor gostoso a invadia.
— Agora pense nas crianças. Coloque-as na luz do seu coração e abrace-as com amor. Depois, visualize sua casa cheia dessa luz. Faça isso pelo menos duas vezes ao dia. E, sempre que pensar algo desagradável, não dê importância. Procure ver o que há de bom, seja qual for a situação. A vida tem caminhos que você desconhece. Muitas vezes o que parece ser um mal é o que poderia acontecer de melhor. Não se esqueça disso. Agora vá em paz. Lina saiu aliviada. As palavras dela lhe fizeram bem. Reconhecia que estava errada. Osório chegara em casa cansado, fisionomia abatida. Ela notara, mas não dera importância. Fora egoísta. Ele também tinha seus problemas. Entrou em casa disposta a mudar. Na cozinha olhou a pia e imaginou que ela estava limpa, desentupida. Cuidou do jantar, deu banho no Júnior e lembrou-se do seu Antero, marido da Inês. Ele era encanador e morava perto da esquina. Por que não pensara nele? Foi até lá com o Júnior. Antero estava em casa e foi de boa vontade olhar a pia. — Isso não é nada. Por sorte a bomba está em casa. Saiu e voltou logo depois com uma mangueira e em poucos segundos a pia estava em ordem. — Quanto é o serviço? — indagou Lina. — Não é nada, não. Qualquer dia desses virei tomar um café com o Osório. — Obrigada, seu Antero. Não sabe o favor que me fez.
Quando ele saiu, Lina sentiu uma gostosa sensação de autossuficiência. Ela resolvera sozinha aquele problema. Por que não fizera isso antes? É que sua mãe dizia que certos serviços eram só para homens e outros para mulheres. “Que besteira!”, pensou ela satisfeita. Quando Osório chegou, o jantar já estava pronto e as crianças arrumadas. Até o Júnior estava mais calmo, entretido em recortar uma revista velha. Ele entrou um pouco envergonhado. Reconhecia ter exagerado. Ninguém tocou no assunto da véspera. Lina achava que não seria bom voltar a falar no mal. Agora ela queria só pensar no bem. Nelsinho foi buscar os chinelos do pai e ele os calçou com prazer. Depois do jantar, ele até ajudou-a a levar os pratos para a cozinha. Satisfeita com a disposição dele, ela, feliz, continuava a pensar no bem e na bondade, e a envolver a família na luz do seu coração. Osório pegou o Juninho no colo enquanto lia o jornal, e o menino logo adormeceu. Quando ela terminou a louça do jantar, ele a esperava. As crianças estavam dormindo. — Lina, desculpe a cena de ontem. Eu tive um dia ruim, estava muito descontrolado. — Eu também. Mas hoje tive um encontro com o bem. E decidi que não quero nunca mais pensar no mal. Sinto tanto prazer em pensar no bem, em imaginar só coisas agradáveis, a enxergar só o lado bom de tudo, que não vou ser mais como era. Sabia que é isso que atrai a felicidade em nossas vidas? — Você está certa. Ontem me senti tão infeliz, foi tão ruim que eu nunca mais quero sentir isso. Não sei o que você fez, mas tudo aqui ficou diferente, como era antigamente. Tudo aqui está tão agradável. — Que bom! De hoje em diante, todos os nossos dias serão assim. — Sabe de uma coisa? Recebi o dinheiro para o aluguel. Vou deixá-lo na gaveta da cômoda. Amanhã virão receber. — Ótimo. Falei com seu Antero e ele desentupiu a pia. Está uma beleza. Foi muito atencioso… Aquela noite Osório mostrou-se apaixonado e, quando depois de tudo ela o viu adormecido abraçado a ela, lembrou-se da sábia orientação daquele espírito amigo e seus lábios murmuraram emocionada prece de gratidão.
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